"Se você pensar que pode, estará certo. Se você pensar que não pode, também estará certo."
Henry Ford

terça-feira, 19 de junho de 2012

Filha briga com irmãs para manter pai morto congelado

A filha de um engenheiro da Aeronáutica, morto em fevereiro, briga com as irmãs pelo direito de manter o corpo do pai congelado, um caso inédito na Justiça Brasileira. Segundo ela, o militar tinha o sonho de, um dia, ser ressuscitado pela ciência.

“Eu não perdi só um pai, eu perdi basicamente a minha vida”, diz Lígia Monteiro. Ainda emocionada, ela diz que está atendendo ao último desejo do pai, que era ser congelado. “Um sonho de ter uma oportunidade de viver de novo, ele acreditava nisso”, conta.

Mas em Canoas, no Rio Grande do Sul, as duas irmãs de Lígia, filhas do primeiro casamento do pai, falam que o desejo dele era outro. “Quando nós íamos ao cemitério, sempre a gente ia lá no túmulo da minha mãe e ele falou pra mim: ‘eu gostaria de ser enterrado aqui’”, diz Denise Nazaré Monteiro.

O corpo em questão é do engenheiro da Aeronáutica Luiz Felippe Monteiro. Há quase quatro meses, a família espera por uma decisão da Justiça: o corpo deve ir para uma empresa de criogenia nos Estados Unidos, especializada em manter corpos congelados, como a filha Lígia quer ou deve ser sepultado no Rio Grande do Sul, como querem suas irmãs, Carmen e Denise?

Essa briga começou no dia da morte do pai. “Ele faleceu às 2h55, nós ficamos sabendo onde estava o corpo às 16h da tarde. Já estava congelado, o advogado chegou e viu que ele estava pronto pra ser embarcado para os Estados Unidos”, lembra Carmen.

“Entrei com uma medida judicial pedindo justamente para que a Justiça impedisse o traslado desse corpo”, diz Rodrigo Crespo, advogado de Carmen e Denise.

As duas irmãs do Sul conseguiram, na Justiça, impedir o transporte do corpo. Mas na última quarta-feira, a decisão foi revogada.

“No dia de hoje, o corpo pode ser transferido para os Estados Unidos. Mas ainda cabe recurso”, avisa Renata Mansur, advogada de Lígia.

A grande questão é que o pai de Lígia, Carmen e Denise não deixou por escrito qual era a vontade dele. “Nunca ninguém ouvi falar sobre isso, ele nunca falou para gente, ele sempre conversava abertamente, era uma pessoa bem culta, esclarecida. Isso não existiu”, afirma Carmen.

Mas a filha Lígia anexou ao processo declarações de amigos, parentes e pessoas próximas confirmando que ouviram o senhor Luiz Felippe dizer que queria sim ser congelado depois de morto.

O corpo está sendo mantido, desde fevereiro, em uma funerária em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Esse trabalho está custando, por dia, R$ 860. Até hoje, Lígia já gastou mais de R$ 100 mil com a funerária.

O traslado também é muito caro. “O traslado custa R$ 18,5 mil. E US$28 mil para manter o corpo nos EUA. Eu já tirei dinheiro de todas as minhas economias, de tudo que eu tinha e o que não tinha. Na verdade, eu deveria ter gasto dois dias só, porque se não fosse a luta na Justiça, o meu pai teria sido trasladado em 48h”, completa.

Em um documento, a funerária contratada por Lígia declara que está seguindo as instruções da empresa americana para a conservação do corpo. O corpo está em uma caixa de fibra de vidro com isolamento térmico, resfriado com gelo seco e monitorado por dois funcionários.

Mas Carlos Ayoub, médico especialista em criogenia, diz que essa maneira de congelar o corpo está errada.

“Esse indivíduo deveria estar na própria clínica de criopreservação ainda vivo e, quando ele morresse, fosse trocado todo o seu sangue por um líquido criopreservante e esse indivíduo fosse congelado imediatamente”.

Nenhuma substância foi injetada nele? “Não”, garante Lígia. Ele só está com o corpo no gelo seco? “Sim”, afirma ela.

Nós tentamos conversar com a funerária onde o corpo está guardado, mas eles não quiseram falar sobre o assunto. Ligamos, então, para várias funerárias, para ver a reação diante de um pedido desses.

Fantástico: Eu queria congelar um corpo.
Funerária: Congelar?
Fantástico: É para mandar para os EUA.
Funerária: Isso não é simples, não.
Fantástico: Criogenia, sabe?
Funerária: Ah, aí já fica meio complicado. Ninguém no Rio de Janeiro faz isso.

Se a decisão da Justiça for a favor de Lígia, o corpo do senhor Luiz Felipe poderá ser o primeiro de um brasileiro congelado e conservado nos Estados Unidos.

E, por mais inusitada que essa história pareça, já tem mais gente pensando nisso. Diego, de 25 anos, formado em filosofia, já se inscreveu para conservar o corpo depois da morte na mesma empresa americana contratada por Lígia.

Ele precisou de três testemunhas que provassem que a vontade dele era essa mesmo: ser congelado depois de morto. “É uma escolha individual que tem que ser respeitada”, diz ele.

“Poxa, já tentei de tudo. Estou agora, em rede nacional pedindo pelo amor de deus para que elas repensem essa situação. Eu estou disposta a qualquer tipo de negociação, já abri mão da minha parte da herança”, diz Lígia.

“Não era o desejo dele. A gente está perdendo o direito de sepultar o nosso pai. Não tive oportunidade de me despedir dele, de velar ele com a nossa família”, diz Denise.

Você também quer ter o seu corpo congelado? “Sim, com certeza”, afirma Lígia.

E espera encontrar com ele no futuro? “Segundo a previsão do diretor do Instituto de Criogenia, dos EUA, a possibilidade de isso vir a ocorrer é dentro de 50 anos. Então, como eu estou com 32, quem sabe nessa vida eu não encontro de novo com meu pai”, diz Lígia.

Capturado em 19/06/2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Comissão do Senado aprova descriminalização do consumo de drogas


A comissão de juristas que debate a reforma do Código Penal no Senado aprovou nesta segunda-feira (28/5) a descriminalização do uso de drogas no Brasil. A alteração, incluída no anteprojeto que vai ser apresentado aos senadores no fim de junho, libera o uso pessoal de uma quantidade de entorpecente equivalente ao consumo médio individual de cinco dias. A comissão preferiu não definir a quantia que será considerada crime, deixando essa atribuição para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a quem caberá regulamentar a matéria em relação a cada droga caso a modificação seja aprovada no Congresso.
A atual Lei de Drogas, em vigor desde 2006, estabelece que o uso de entorpecentes é considerado crime. No entanto, a legislação não prevê pena de prisão para o usuário, fixando medidas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade e o comparecimento a um programa ou curso educativo. A alteração aprovada pela comissão fixa que não será mais crime o uso ou mesmo o porte e a compra de droga em quantidade inferior à definida no texto.
Relator da comissão, o procurador da República Luiz Carlos Santos fez uma ressalva. “Se a pessoa é surpreendida vendendo droga, não importa a quantidade: é tráfico”, frisou. Ele foi o único membro da comissão que discordou da mudança proposta pela defensora pública Juliana Garcia Belloque, também integrante do colegiado. Santos defendeu que o texto estabelecesse uma pena leve para o consumo, que poderia ser de 15 dias de prisão ou multa.

Capturado em 31/05/2012

domingo, 27 de maio de 2012

Religião


Religião é um conjunto de crenças e filosofias que são seguidas, formando diferentes pensamentos. Cada religião tem suas diferenças quanto a alguns aspectos, porém, a maioria se assemelha em acreditar em algo ou alguém do plano superior e na vida após a morte. Entre a grande quantidade de religiões existentes hoje no mundo, existem aquelas que se sobressaem e conseguem conquistar um grande número de fiéis. São:
Cristianismo: É a maior religião do mundo, com cerca de 2.106.962.000 de seguidores. É monoteísta e se baseia na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré.
Islamismo: Possui aproximadamente 1.283.424.000 fiéis, é a segunda religião mais praticada no mundo. Além disso, é também um sistema que monitora a política, a economia e a vida social.
Hinduísmo: Com cerca de 851.291.000 fiéis, é a terceira maior religião e a mais velha do mundo. A religião se baseia em textos como os Vedas, os Puranas, o Mahabharata e o Ramayama.
Religiões Chinesas: Possui aproximadamente 402.065.000 de seguidores que se baseiam em diversas crenças.
Budismo: Com aproximadamente 375.440.000 fiéis, ocupa o quinto lugar. É uma religião e uma filosofia que se espelham na vida de Buda. Este não deixou nada escrito, porém seus discípulos escreveram acerca de suas realizações e ensinamentos para que seus posteriores fiéis pudessem conhecê-lo.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola
Capturado em 27/05/2012
Assunto: Religiões
Disciplina: Filosofia

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A Pedra


O distraído, nela tropeçou,
o bruto a usou como projétil,
o empreendedor, usando-a construiu,
o campônio, cansado da lida,
dela fez assento.
Para os meninos foi brinquedo,
Drummond a poetizou,
Davi matou Golias...
Por fim;
o artista concebeu a mais bela escultura.
Em todos os casos,
a diferença não era a pedra.
Mas o homem.

Antonio Pereira (Apon)
http://www.aponarte.com.br/2007/08/pedra.html

terça-feira, 22 de maio de 2012

A Imortalidade


O homem, algumas vezes na vida, pensa na morte. A certeza da morte do corpo físico já é um tormento para a maioria dos seres humanos, imagine a dúvida de um possível desaparecimento da "alma", do espírito, de alguma forma de consciência?

Queremos sobreviver à morte, desejamos a eternidade, a imortalidade, um lugar especial, numa outra dimensão, onde, supostamente, seríamos felizes de uma forma perene. A maioria sonha em ser alguém especial, e para tal recorre às crenças, aos "mestres espirituais", aos "iluminados", que hipoteticamente teriam vencido os sofrimentos, as dores, as amarguras, as "tentações", enfim, derrotaram a vida na matéria densa, ou seja, aqueles privilegiados que se transfiguraram num corpo de luz. Sem dúvida, uma esperança digna de ser desejada...

Mas o que é a imortalidade? Eu não sei. E ainda não encontrei alguém neste mundo que tenha conseguido me convencer sobre tais especulações metafísicas. Ouço essas crenças e confesso que quase não tenho muita paciência sobre este assunto. Por quê? Porque as experiências místicas dos outros não servem para mim. Elas, se existem, são pessoais e intransferíveis. O que, possivelmente, Jesus, Buda, Osho, Gandhi, e muitos outros disseram a respeito da imortalidade, da reencarnação, de uma "morada" espiritual paradisíaca, são experiências deles, não minhas. E apesar de eu saber muito pouco, sei que a mente humana é complexa demais e já enganou muitos buscadores sinceros. Aliás, o pequeno em estatura e um gigante do pensamento, o filósofo alemão, Kant, já dissera que "o homem é um animal metafísico por excelência". Em outras palavras, sempre queremos ir além da experiência do mundo fenomenal.

Este assunto é angustiante e costuma gerar crises existenciais, todavia, é muito importante para que o deixemos apenas aos "especialistas"do além-túmulo. Será que se refletíssimos profundamente sobre a imortalidade e tivéssemos o "livre-arbítrio", a liberdade, de escolher a morte ou a imortalidade neste mundo material, o que escolheríamos? De minha parte, optaria pela morte, pois a ideia de ser imortal é, para mim, um verdadeiro pesadelo...Imagine, não morrer nunca! Deste ponto de vista, a morte seria muito bem-vinda!

Por outro lado, o que seria uma vida espiritual, e, portanto, imortal? O que seria uma vida sem um corpo físico? O que seria um corpo de luz? Eu não sei. E não acredito nos que dizem saber. Não busco, visto saber que os meus desejos sobre tais experiências podem me induzir ao delírio, a vontade de ser superior espiritualmente, a ser um tipo moralista que vive com pena de quem não possui os mesmos valores e crenças. Insisto. A experiência só pode ser minha. E duvido que se a tivesse, pudesse traduzi-la por palavras...Afinal, os gurus se entendem? Penso que não. Cada um tem a sua versão do mundo espiritual. Quem está dizendo a verdade? Ninguém pode ter experiência por nós. E mesmo as nossas, podem ser apenas frutos dos nossos desejos íntimos de darmos sentido ao vazio existencial, que abre um buraco no nosso ser. Como distinguir uma experiência espiritual verdadeira de uma ilusão? Para fazer uma analogia, como explicar para alguém que está morrendo de sede no deserto, que o oásis à sua frente não passa de uma miragem? Sem contar os picaretas, vendedores de ilusões, muitos perdidos nelas também...

Se algum dia ficarei sabendo de outras dimensões espirituais é uma outra história. Por enquanto, gosto mais das teses do filósofo grego antigo, Epicuro, afinal desejo a "aponia" e a "ataraxia". A primeira é a ausência de dor no corpo físico, a segunda, a imperturbabilidade da "alma". O interessante é que para Epicuro, a "alma" era composta de átomos materiais sutis, nada mais. É uma verdade? Quem sabe? Penso apenas ser mais interessante. Aliás, o hedonismo moderado de Epicuro é muito atraente, e na medida do possível costumo colocá-lo em prática. Se eu conseguir algum domínio nesta vida material já está bom demais! Gosto desta vida mortal e adoro esta frase de Nietzsche: "Tudo aquilo que se tornou inteiramente maduro quer morrer". Bom, deixemos a morte chegar naturalmente, enquanto isso, sejamos proprietários das nossas ideias e do nosso caminhar neste mundo de prazeres e de dores...
Texto: Marco Aurélio Machado


Leia mais: UNIVERSO DA FILOSOFIA - FIAT LUX: A IMORTALIDADE! http://marcoaureliofilosofia.blogspot.com/2012/04/imortalidade.html#ixzz1ve17ikSh

Capturado em 22/05/2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Empresas passam a valorizar funcionários acima dos 50 anos


Por Sílvia Gusmão

O embate entre as novas ideias dos jovens e a experiência dos profissionais mais velhos parece estar dando uma reviravolta. Pesquisa encomendada pela Folha de São Paulo ao Ministério do Trabalho e Emprego revelou que os salários dos profissionais acima dos 50 anos tiveram os maiores aumentos entre 2005 e 2010, comparados aos de outras faixas etárias.
Enquanto a remuneração média dos trabalhadores de 50 a 64 anos subiu 55% e a dos profissionais com 65 anos ou mais, recebeu aumento de 73%, a média de crescimento entre todos os empregados foi de 48%. E tem mais: houve acréscimo no número de vagas também para os que têm mais experiência. Entre 2009 e 2010, por exemplo, elevou-se em 4,7% a participação da população com 50 anos ou mais no mercado de seis regiões metropolitanas analisadas pelo IBGE – Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. E no grupo de 25 a 49 anos, o crescimento foi de apenas 0,9%.
Que fatores podem estar contribuindo para essa abertura do mercado e a diminuição do preconceito em relação à idade? Um deles, a ser seriamente considerado, é a constatação de que experiência, bom senso e competência adquirida pela vivência cotidiana dos problemas, podem fazer diferença na tomada de decisões mais equilibradas e eficazes. Nesse sentido, os profissionais maduros podem ser tão imprescindíveis para as organizações quanto a oxigenação das ideias trazidas pelos jovens.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Autoimagem



A IMPORTÂNCIA DA AUTOIMAGEM

A autoimagem pode ser definida como a visão que temos de nós mesmos, o nosso“retrato mental” baseado em experiências passadas, vivências e estímulos presentes e expectativas futuras. Inclui a forma o tamanho, as proporções do nosso corpo, nossos sentimentos em relação a ele e suas partes segundo nossa avaliação.
A aquisição da autoimagem se dá por aprendizagem. Ao interagir com as pessoas que lhe são importantes a criança recebe retorno verbal e não verbal que reforça suas particularidades. A avaliação que faz de si surge a partir da avaliação que os outros fazem dela.
A aparência física, a força, a coordenação motora provocam reações nas pessoas. Meninas bonitas recebem estímulos dos outros que ressaltam essa qualidade. Meninas esportistas são requisitadas pra fazer parte de equipes esportivas. A criança chega à formulação de quem é, em parte, devido às próprias observações, mas principalmente pelas observações dos outros para com ela.
A imagem que a criança tem de si pode não ser exata. Quanto mais real essa imagem, maior facilidade terá de se comportar diante da vida. Quanto mais a criança gostar de sua autoimagem, maior será sua autoestima.
Adler, discípulo de Freud, falava em sentimentos de inferioridade originários da infância, onde a criança sentia-se pequena e fraca em contato com o adulto, grande e forte. Precisando ser cuidada, tomada ao colo, recebe mensagens de sua dependência e fragilidade.
Em nossa sociedade, onde vivemos a cultura da aparência, a beleza adquire conotação de aceitação de não rejeição. Não ser bela equivale a ser rejeitada. A busca da beleza é também busca de aceitação. Crianças atraentes são mais valorizadas, mais requisitadas. A criança se esforça para ser aprovada e quando pergunta se é bonita está solicitando a aprovação do adulto. Quando não obtém êxito na construção de uma autoimagem pode generalizar essa inadequação para outras áreas de sua vida. A avaliação que fizer de si, suas crenças a respeito, determinarão seu comportamento. Pessoas que se consideram feias, procedem como tal, mesmo se consideradas bonitas por outras. A auto-imagem é mutável por fatores emocionais, sentimentos, sensações internas, por estimulação cultural, moda, mídia e outros.

Capturado em 24/04/2012.